EMV: veja o que é e como funciona essa tecnologia de cartões!

Significado

O padrão EMV Technology tornou as compras com cartão de crédito mais seguras. Entenda como essa tecnologia funciona e quais benefícios levaram Europay, Mastercard e Visa a implementá-la!

Escrito por: Victor Leitão - atualizado em: 21/05/2024

Muitas pessoas desconhecem o padrão EMV, mas ele está presente na maioria dos cartões de crédito e débito, responsável pela segurança e praticidade de diversas operações.

Com o aumento na emissão e uso desse recurso, cada vez mais empresas desenvolveram suas próprias soluções de pagamento em crédito.

No entanto, essa movimentação potencializou as fraudes, especialmente pela simplicidade na forma de autenticar os dados dos titulares.

Por esse motivo, as grandes operadoras e bandeiras de cartão do mercado se posicionaram para lançar uma tecnologia inovadora, que tornou os cartões de crédito mais seguros e mais práticos de serem utilizados.

Conheça o padrão EMV, que proporcionou essa mudança, saiba como ele funciona na prática e veja se os seus produtos possuem esse chip.

O que é e qual o significado do padrão EMV Technology?

O padrão EMV Technology é um sistema criado pelas empresas Europay, Mastercard e Visa para unificar o formato de leitura de pagamentos eletrônicos de débito e crédito.

A sigla se originou a partir do nome das operadoras envolvidas, e, atualmente, é o modelo mais utilizado para cartões e vouchers.

Seu objetivo é reduzir as chances de fraudes na leitura das informações dos clientes no momento em que o cartão é conectado com a maquininha.

No passado, as transações presenciais com esses produtos envolviam o uso de tarja magnética ou impressão mecânica para registro e leitura da conta. Além disso, era comum utilizar assinaturas para verificar a identidade do titular e assegurar seu conhecimento e autorização.

Após a passagem no leitor magnético, o sistema emitia um comprovante que deveria ser autenticado e preservado pelo estabelecimento. 

Enquanto isso, o sistema verificava os dados localmente, para reconhecer os dados do titular e da conta associada.

Contudo, esse esquema contribuía para um maior número de roubos e fraudes, uma vez que as informações ficavam armazenadas em locais menos protegidos, e era possível falsificar a consulta de dados durante a assinatura.

Ainda, muitos criminosos apagavam e substituíam a assinatura legítima que acompanhava o verso dos primeiros cartões, colocando uma falsificação para usar o cartão com mais facilidade.

Foi então que surgiu o chip integrado, em 1959, a primeira tentativa de unificar os padrões de leitura e trazer recursos inteligentes para pagamentos em terminas. Nesse caso, os dados podiam ser armazenados com diferentes tecnologias, como circuitos, memória flash e memória MOS.

Ainda, dependiam de alguns padrões de leitura para permitir que as maquininhas reconhecessem o cartão. Os modelos eram variados, projetados para que fosse possível pagar no débito ou crédito.

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Unificação de padrões

No entanto, existiam muitos padrões inteligentes para os cartões com chip integrado, o que dificultava saber onde e quando era possível usar esse método de pagamento.

É quando surge o padrão EMV Technology, criado especificamente para unificar esses sistemas e terminais sem abrir mão da segurança que eles proporcionavam. Dessa forma, todos os padrões se tornaram compatíveis com as principais operadoras e terminais de recebimento.

Com o tempo, as empresas e emissoras começaram a adotar esse sistema nos seus cartões de crédito e débito. Atualmente, é o padrão de especificações mais utilizado, e está presente na maioria dos recursos de crédito.

Dessa forma, mesmo que as máquinas sejam diferentes e possuam estrutura distinta, elas podem aceitar a mesma variedade de cartões, pois eles contam com a tecnologia EMV.

O que é o chip EMV?

Além do padrão EMV para os terminais de pagamento, também criou-se o chip EMV, que é incluído nos cartões de débito e crédito.

Eles substituem as tarjas magnéticas e impressões mecânicas, contendo os dados dos titulares com mais segurança, evitando atividades fraudulentas.

Isso, porque os terminais também acompanham o mesmo sistema, e a conexão é feita somente quando ambos autorizam o compartilhamento de dados.

Dessa forma, além da interoperabilidade, é possível ter mais confiança no pagamento, pois a tecnologia se conecta antes de liberar as informações e confirmar os dados sigilosos do cliente.

Por que os chips EMV foram criados?

Os chips EMV foram criados para seguir o padrão dos terminais de pagamento e das maquininhas de cartão de crédito, como forma de unificar os diferentes sistemas criados ao redor do mundo.

Com isso, se torna mais fácil encontrar um equipamento compatível com o seu cartão, mesmo que ele seja de uma emissora diferente ou internacional.

Inclusive, é por esse motivo que as principais operadoras de bandeiras do mundo se uniram na criação desse padrão, para ampliar a diversidade de aceitação em todos os países.

Além disso, os chips EMV também possuem o objetivo de substituir o armazenamento de dados na tarja magnética, que era comum no passado. Muitos consumidores podem se lembrar desse elemento na lateral ou na parte superior dos cartões.

Alguns modelos ainda contam com esse design, mas a maioria foi substituída para atender ao padrão EMV, sendo mais moderna.

Uma vez que as tarjas magnéticas tinham limitações de dados e da quantidade de informações que podiam compartilhar em cada transação, os chips desse padrão se tornaram opções acessíveis, práticas e mais simples de implementar.

Ainda, vale lembrar que as tarjas eram mais sujeitas a adulterações, por serem recursos frágeis em comparação à segurança que um cartão de crédito demanda.

Para que os clientes realizem operações com mais tranquilidade, as operadoras desenvolveram o padrão EMV na transmissão de dados e na emissão física dos cartões.

E com o surgimento de tecnologias ainda mais aprimoradoras, como a NFC, ou contactless, ter cartões esteticamente mais favoráveis a essa implementação se tornou uma necessidade.

Por isso, as tarjas magnéticas foram abolidas, dando lugar aos chips com formato EMV.

Como funciona a tecnologia EMV?

A tecnologia EMV funciona por meio de uma série de regras que possibilitam a interoperabilidade entre cartões e terminais utilizando chips com padrões que combinam com as maquininhas.

Mesmo que os recursos tenham aspectos e características físicas diferentes, esses chips se conectam com o terminal e permitem uma troca de informações mais segura em qualquer lugar do mundo.

Inicialmente, quando um cliente usa o cartão para pagar uma compra, ele insere ou aproxima o plástico da maquininha, que precisa ler os dados registrados e consultar o banco, para saber se a compra pode ser finalizada.

No caso da EMV Technology, ao identificar que ambos os elementos compartilham do mesmo sistema, a transação é identificada e autorizada instantaneamente, desde que esteja tudo verificado com a instituição bancária ou emissora.

Por exemplo, se o cliente possuir limite de crédito ou saldo na conta, não é preciso aguardar que o terminal contate a bandeira para finalizar o processo. Graças ao chip EMV, essa comunicação é automática.

Uso de senha

Além disso, o padrão EMV permitiu substituir a emissão de comprovantes físicos por um modelo que se tornou padrão em todo o mundo, o Número de Identificação Pessoal, ou PIN, como é conhecida a sua sigla em inglês.

Na prática, é a senha pessoal que os bancos exigem no cadastro. Quando o cliente informa seu PIN, ele reconhece a compra e permite que a troca de dados ocorra entre as três partes envolvidas.

Em alguns casos, o número pode ser composto de 4 ou 6 dígitos, mas fazem parte do mesmo padrão de reconhecimento.

Se a senha estiver incorreta, as duas tecnologias EMV interrompem a troca, por segurança, e exigem uma nova confirmação. O sistema de bloqueio também é instantâneo, para proteger a identidade e o crédito do verdadeiro titular.

Por esse motivo, as compras exigem a senha do cartão, e o processo é feito com máxima rapidez, ao mesmo tempo que evita fraudes.

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Quais as vantagens dessa tecnologia?

Adotar a tecnologia EMV traz uma série de vantagens para os titulares de cartões e para as empresas que desenvolvem terminais de pagamento.

Veja alguns dos pontos positivos que se destacam na adoção desse sistema em âmbito global:

Mais segurança

O principal objetivo do chip EMV foi trazer mais segurança para os utilizados de cartões de crédito, em diversos aspectos.

Para começar, implementou o chip integrado digital, mais moderno e mais prático, e que dispensa a tarja magnética.

Como os dados ficavam todos armazenados nesse padrão, era mais fácil acessar as identificações do titular e clonar o plástico, por exemplo.

Além disso, as tarjas também corriam o risco de estragar e prejudicar a operação de pagamento, atrasando ou impossibilitando a leitura dos dados, feita unicamente por esse sistema.

Com o chip, é mais difícil ter as informações roubadas, e a conexão é mais ampla, identificando o cliente com mais rapidez.

Enquanto isso, o uso do PIN no padrão EMV evita problemas com assinatura, que podiam ser falsificadas ou mesmo evitadas em compras suspeitas.

Essa tecnologia foi elaborada por meio de estudos e aplicação moderna de recursos, que torna os cartões de crédito mais protegidos, com criptografia de ponta e certificados de verificação de dados.

Os dados bancários deixam de ser violados, e reduz os índices de perdas, roubos ou compras em duplicidade.

Praticidade

Enquanto isso, outra vantagem do padrão EMV Technology é a praticidade para processar as informações. Afinal, o processo acontece mais rapidamente, e o cliente precisa esperar apenas alguns segundos antes de finalizar a compra.

Antes, era necessário aguardar a emissão de todos os comprovantes e boletos, assinar e esperar que o terminal identificasse sua conta.

Essa praticidade adicionou mais agilidade no dia a dia dos consumidores e também dos utilizadores de maquininhas.

Ainda, é mais prático conectar os terminais com as instituições bancárias e as bandeiras, pois todas estão dentro do mesmo sistema.

A interoperabilidade acontece quase que instantaneamente, e o ato de usar um cartão de crédito se tornou ainda mais acessível e simples.

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Padronização

Também vale mencionar que o uso do EMV permitiu padronizar as conexões entre maquininhas e cartões de crédito de todo o mundo.

Com o avanço da tecnologia, cada vez mais empresas desenvolveram suas próprias soluções, nem todas seguindo o mesmo código. Afinal, existem várias formas de atingir o mesmo objetivo, principalmente no cenário financeiro, com tantos recursos disponíveis.

Entretanto, isso se converteu em uma dificuldade para os envolvidos, pois nem sempre eram compatíveis, atrasando ou impossibilitando o pagamento.

Com o padrão EMV, a maioria dos terminais e recursos de crédito podem se conectar sem problemas, mesmo sendo de empresas diferentes e tendo outras estruturas.

Na prática, é como um recurso tradutor de dados e de operações. Mesmo que cada parte se comunique em uma língua, elas irão se entender por conta do tradutor embutido.

Por conta disso, os clientes podem usar seus cartões na maioria das maquininhas, e também na maioria dos países, graças a cobertura internacional e ao uso do chip EMV.

Por que o padrão EMV é importante para redução de fraudes?

Sem o padrão EMV, não teria sido possível reduzir o número de fraudes associadas aos cartões de crédito, por conta da forma que as conexões aconteciam entre cada recurso.

Concentrar os dados nas tarjas magnéticas tornava mais fácil clonar as informações, pois elas estavam concentradas todas no mesmo recurso, e com fácil acesso.

Esse sistema não tinha proteção contra leituras, e muitas maquininhas foram modificadas maliciosamente para simularem uma compra, mas, na verdade, estarem copiando os dados dos titulares do cartão.

Ao mesmo tempo, o uso de assinatura para comprar uma conta tornava as operações mais fáceis de fraudar.

Qualquer pessoa em posse do cartão poderia falsificar sua assinatura, ou mesmo substituir a impressa e colocar uma nova que combinasse com o utilizador não-autorizado.

Enquanto isso, a conexão entre terminal e emissora do cartão acontecia com maior lentidão, e nem sempre no mesmo sistema, com baixo grau de segurança.

A aplicação do padrão EMV permitiu alterar todas essas limitações e tornar as operações de pagamento mais seguras.

Não apenas pela exigência de senhas pessoais vinculadas diretamente à conta, mas também pelo sistema de conexão. Se a maquininha e o chip não forem EMV, o leitor irá acusar essa inconsistência, alertando os envolvidos.

Ainda, vale reforçar que a tecnologia no universo financeiro está em constante melhoria, e é importante que os produtos também sigam esse avanço.

Por isso, o padrão EMV Techonogly foi fundamental para diminuir consideravelmente as fraudes de clonagem de cartão e uso indevido por falsificações.

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Quais cartões possuem o sistema de chips EMV?

Atualmente, quase todos os cartões de crédito, débito e voucher possuem o sistema com chip EMV.

Ele está embutido na emissão do plástico, quando a bandeira é selecionada. Nesse caso, como as principais empresas foram responsáveis pela criação desse sistema, a grande maioria de produtos já está seguindo o mesmo sistema de conexão.

Ainda, mesmo cartões que não são Europay, Visa e Mastercard já passaram a adotar o mesmo sistema, como Elo e Hipercard.

Afinal, este se tornou o padrão global de emissão e leitura de informações, e seguir esse modelo significa fornecer cartões mais seguros e ter operações mais rápidas nos terminais de pagamento.

Por esse motivo, os titulares dos cartões podem ficar despreocupados, pois seus produtos quase certamente terão esse chip embutido.

Vale a pena reforçar que isso não afeta aspectos como design e funcionalidades. Todos os tipos de cartões podem ter chip EMV, mesmo com variações de maior nível ou limites de crédito diferenciados.

Na prática, é uma tecnologia que atua internamente, no momento do pagamento, e não oferece limitações na questão de margem de uso ou aceitação.

E uma vez que a maioria das maquininhas de cartão também seguem esse sistema, as compras quase sempre são aceitas e processadas com esse nível de segurança.

O titular não precisa se preocupar em conferir se o seu recurso acompanha a tecnologia, pois se ele foi emitido com uma das principais bandeiras do mercado atual, certamente terá essa proteção embutida.

No entanto, é importante conhecer o que é e como ela funciona, caso seja necessário realizar uma checagem em algum momento.

Além disso, é uma forma de se proteger mais contra fraudes, entendendo quais cuidados tomar. Assim, vale a pena conhecer o padrão EMV e se atentar a ele nas compras.

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Agora, antes de ir embora, que tal conhecer alguns dos outros conteúdos que já publicamos aqui no iMaquininhas? Falamos bastante sobre máquinas de cartão, mas também sobre outros temas relacionados a negócios. Veja a lista que separamos abaixo!

Perguntas Frequentes (FAQ)

  1. O que significa a sigla EMV?

    A sigla EMV surgiu de “Europay, Mastercard e Visa”, usando a primeira letra de cada operadora de crédito. Elas foram as responsáveis pela implementação do padrão de conexão e leitura de dados, por isso o sistema leva seu nome.

  2. O que é padrão EMV?

    O padrão EMV é um sistema que unifica as formas de ler dados nos cartões de crédito e conectar os terminais de pagamento com os bancos. Seu processo funciona por meio de um chip integrado e exige um PIN. O sistema padronizado agiliza a leitura e traz mais segurança para a compra.

  3. Como funciona o EMV?

    O padrão EMV está presente nos chips dos cartões e nas maquininhas. Assim, quando são conectados, eles se reconhecem e autenticam a compra instantaneamente. Além disso, autoriza a cobrança com mais segurança, por meio de senha.

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